domingo, 28 de novembro de 2010

Pão de Marmelada

Hoje decidi inovar, novamente, ao fazer o pão na máquina de fazer pão.

Peguei na farinha Pão Rústico da Nacional, que faz uns pães excelentes e desta vez, decidi incluir nos ingredientes, cubinhos de marmelada caseira, que tinha cá por casa, ainda inspirada nos cozinhados do Chakall, que utilizou frutos locais na confecção das suas receitas (contei aqui noutro post que estive a seu lado e o vi cozinhar!).

Depois de aberto...


E agora um pouco de informação sobre este fruto (porque eu gosto sempre de apresentar o ingrediente principal da confecção e dá-lo a conhecer mais a fundo):



The quince is a hard, golden yellow fruit. The...Image via Wikipedia


O marmelo é o fruto do marmeleiro (Cydonia oblonga), uma pequena árvore da família Rosaceae. É originário das regiões mais amenas da Ásia Menor e Sudeste da Europa, sendo também conhecido pelos nomes de marmeleiro-da-europa, marmelo e pereira-do-japão.

É uma planta de porte médio (3 a 6 metros), de folhas oblongas e caducas, de sistema radicular superficial e fasciculado, com tronco tortuoso e copa arredondada. É uma árvore melífera, com flores alvas ou róseas. Os frutos são, normalmente, amarelos quando maduros, grandes, bastante aromáticos e adstringentes.

Quanto a informações nutricionais sobre o marmelo...
O marmelo cru é uma boa fonte de vitamina C, mas durante o cozimento perde-se grande parte dessa vitamina. Também contém vitaminas do complexo B e alguns sais minerais. Além disso, auxilia no bom funcionamento do aparelho digestivo.

Relativamente à receita, podem comprar marmelada já feita, mas se tiverem acesso a marmelos (como eu, porque temos marmeleiros) sempre podem fazer a marmelada em casa, tal como vos indico nesta receita de marmelada.
Aqui vos mostro a foto da minha marmelada cortada aos cubinhos:


E agora a receita do pão de marmelada...
Ingredientes:
330 ml de água morna
500g de farinha Rústica da Nacional
1 tigela de marmelada cortada aos cubinhos

Confecção:
Colocar a água e a farinha Rústica da Nacional na cuba da máquina de fazer pão.
Seleccionar o programa "Massa", que dura cerca de 1h30m.
Findo o programa, retirar a massa para uma superfície polvilhada com farinha.
Estender com o rolo da massa e espalhar os cubinhos de marmelada pela massa esticada.


Enrolar a massa como se fosse uma torta e dar-lhe uma forma arredondada.


Colocar novamente a massa na cuba da MFP, para que a máquina a coza (se preferir pode cozer no forno!).


Antes de cozer a massa, deixe-a repousar dentro da cuba da máquina de fazer pão, para que possa levedar novamente (pois, levou algumas amassadelas com o rolo da massa e precisa de recuperar! )
Seleccionar o programa "Forno", que dura cerca de 1h.
Findo o tempo, retire o pão para cima de uma rede, para que possa arrefecer.


Bom apetite!

Marmelada Caseira

Estamos no Outono, altura de fazer marmelada!

Neste post venho mostrar-vos como se faz marmelada, na panela!
Nunca tentei fazer na MFP, mas se alguém já experimentou, avise!



Nesta imagem que vos apresento, cortei a marmelada aos cubinhos para utilizar numa receita, mas ao fundo pode-se ver uma caixa de gelado de 1Kg que aproveito para guardar doces, como por exemplo, marmelada acabada de fazer!

Para quem não conhece, esta é a imagem de um marmelo:


Marmelo // Quince (Cydonia oblonga)Image by Valter Jacinto | Portugal via Flickr


Aqui fica a receita da marmelada da minha família, que é muito fácil e rápida de fazer:

Ingredientes:
1Kg de marmelos já descascados e descaroçados
1Kg de açúcar

Confecção:
Colocar os marmelos, cortados em fatias, numa panela com o açúcar.
Levar a lume brando e ir mexendo com uma colher de pau, de vez em quando.

Ao fim de mais ou menos 20m verifique se os marmelos estão cozidos (pode provar 1 fatia do marmelo) - se não estiverem cozidos deixe cozer durante mais algum tempo.

Quando as fatias de marmelos estiverem cozidas, desligue o fogão e triture com a varinha mágica.

Distribuir por taças/tupperwares, enquanto a marmelada estiver quente, porque quando arrefecer ficará solidificada.

Bom apetite!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pão de Cogumelos e Bacon

Passei o fim de semana na aldeia do Alcaide, no Míscaros 2010 - Festival dos Cogumelos, tal como divulguei no post anterior que foi completamente dedicado a este Festival dos Míscaros.
Nesta foto vê-se a torre do Alcaide, um dos símbolos identificados no cartaz do festival:


Vi imensas espécies de cogumelos frescos, que se encontravam em exposição, incluindo os cogumelos venenosos. Havia a barraquinha que vendia míscaros e outras espécies de cogumelos, havia imensas tasquinhas com muitos licores e iguarias tendo como base cogumelos. Por exemplo...


Muitas tinham cogumelos frescos à entrada, em exposição.
Estes são todos comestíveis:

Nesta caixa, são todos tóxicos excepto um:

Vi e provei as confecções culinárias do vários chefs que por lá passaram.

Tive a oportunidade de falar com o chef Chakall, que é uma pessoa muito acessível e divertida - imaginem que ele até cantou e dançou um pouquinho enquanto cozinhava! :)
Falei-lhe deste meu cantinho dedicado ao pão e ele manifestou interesse em conhecer o blog. Por isso, chef Chakall, se ler isto, seja muito bem vindo!

Eu e El Chakall:


E foi assim que se passou o fim de semana: muito bem passado!

No regresso a casa, ainda fiz um pão inspirado neste fim de semana dedicado aos cogumelos: o Pão de Cogumelos e Bacon!


Mas primeiro, quero falar um pouco sobre este fungo: o cogumelo, que tem cerca de 70% de água.
Cogumelo é o nome comum dado às frutificações de alguns fungos das divisões Basidiomycota e Ascomycota. A frutificação é a estrutura de reprodução sexuada destes organismos, tendo uma ampla variedade de formas e cores.
Muitos cogumelos são comestíveis, alguns, como Agaricus sylvaticus, o Agaricus blazei e Pleurotus, entre outros, são largamente cultivados, outros, no entanto, são tóxicos podendo, em alguns casos levar à morte. Há ainda certos cogumelos com propriedades alucinógenas, mas estes dois últimos não são de interesse gastronómico pois podem causar náuseas e desorientação
Antes de assumir que qualquer cogumelo silvestre é comestível, deve proceder-se à sua identificação. A correcta identificação de uma espécie é o único modo seguro de garantir a comestibilidade.

Passemos então à aguardada receita...

Ingredientes:
320 ml de água morna
500 g de farinha para Pão Rústico, da Nacional
1 colher de azeite
100 g de bacon cortado aos cubinhos
200 g de cogumelos laminados, de lata (1 lata pequena)

Confecção:
Coloque a água e a farinha para Pão Rústico, da Nacional (que já contém sal e levedura) na cuba da máquina de fazer pão.
Seleccione o programa "Massa" (cerca de 1h30m), que amassa e deixa levedar.
Quando a máquina apitar, avisando o momento de adição de ingredientes adicionais, junte o bacon e os cogumelos.


Findo o programa, retire a massa para uma superfície enfarinhada.
Dê uma forma arrendondada ao pão, colocando-o de seguida num tabuleiro que possa ir ao forno. Dê dois golpes, com uma faca, no topo do pão.


Coloque no forno, pré-aquecido a 230ºC, durante cerca de 20 a 25 m (se começar a corar muito, proteger o pão com uma folha de alumínio).
Findo o tempo, verifique se o pão se encontra cozido, batendo com os dedos no fundo do pão. Se soar a oco, significa que o pão está cozido.


Bom apetite!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Festival dos Míscaros 2010 no Alcaide


Hoje apresento-vos uma notícia gastronómica, que embora não esteja relacionada com o pão, vale a pena divulgar.

Quem é que não sabe o que é um míscaro?

Um míscaro é uma de muitas espécies de cogumelos... e há uma aldeia neste belo Portugal que dedica um Festival aos Cogumelos: o Alcaide!


Lactário; Míscaro; Sancha; Pinheira // Saffron...Image by Valter Jacinto | Portugal via Flickr

Passeios micológicos, tasquinhas e live cooking são apenas algumas das atracções da 2.ª edição do Míscaros - Festival do Cogumelo, que entre sexta-feira e domingo promete animar a aldeia de Alcaide, no concelho do Fundão, na célebre Cova da Beira.

O evento homenageia tradições e explora o património fúngico do País, que contempla mais de 300 espécies de cogumelos, destacando os que nascem na Serra da Gardunha.

Os passeios micológicos realizam-se no fim-de-semana e são acompanhados por chefs, permitindo que os participantes desfrutem das paisagens da Serra da Gardunha e conheçam os cogumelos que por ali proliferam. No domingo, depois do passeio, tem lugar um megalmoço, que será confeccionado com cerca de cem quilos de cogumelos.

Nas tasquinhas, os visitantes podem deliciar-se com os mais variados pratos confeccionados à base de cogumelos. "Não montamos barracas, mas convidamos a população a abrir as suas casas e a dar o melhor da gastronomia local, e não só, a quem nos visita", explica Nuno Pimenta, da empresa municipal Fundão Turismo, que organiza o evento com a autarquia do Fundão, a Liga dos Amigos de Alcaide e a Junta de Freguesia de Alcaide.

O Míscaros - Festival do Cogumelo oferece ao público a possibilidade de assistir ao vivo à confecção de pratos elaborados por chefs (Live Cooking) e de saborear outras especialidades da região. A "cozinha ao vivo" acontece na sexta-feira, às 20.00, sábado entre as 18.00 e as 20.00 e no domingo das 17.00 às 19.00.

O evento tem um programa bastante diversificado, que contempla caminhadas, workshops, palestras, mostras de cogumelos e provas de vinho (a decorrer todos os dias na Quinta dos Currais). Há, ainda, espaço para uma mostra do que de melhor se produz em termos de artesanato na região. Os concertos dão lugar à animação de rua, protagonizada, entre outros, por bombos, concertinas e teatro, que garantem aquecer as três noites.

A organização salienta o facto de estarem à disposição dos visitantes pacotes, que incluem actividades paralelas, para quem quiser pernoitar.

Os chefs que estarão presentes são:
- chef Nuno Queiroz Ribeiro
- chef Valdir Lubave
- chef Chakall

Chakall é um viajante apaixonado pela culinária que escolheu Portugal como base de lançamento de uma vida bem condimentada. O turbante e o forte sotaque argentino fazem parte da imagem de marca de Chakall. A recente atribuição de um prémio internacional ao seu livro “Cozinha Divina”, que louva o “carisma e comportamento agradável do Chefe celebridade Chakall” é apenas mais uma etapa na carreira.

Para mais informações visite a página oficial do Festival: Míscaros.org
Não sabe onde fica o Alcaide? Veja nos mapas do Google.
Consulte na Wikipedia mais informações sobre o Alcaide.

Fonte: Baseado na notícia publicada no jornal Público.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pão de Castanhas

Nesta semana celebrou-se o Dia de São Martinho (11 de Novembro), altura em que é muito comum comer umas castanhas e "ir à adega provar o vinho", como diz o ditado.

Confesso que não tenho adega nem fui provar vinho, mas as castanhas tiveram de ser comidas! Fiz cozidas com erva doce e canela e... misturadas num pão: o Pão de Castanhas!


Conhecem a lenda de São Martinho?
Sim? Não? Vou contar-vos como é a lenda...
Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada.
S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo.
E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade.
Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor.
Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso, chamado Verão de São Martinho.
Adaptado de: EB1 Cruzeiro N1 Nespereira

E agora, vamos ao que interessa: a receita do Pão de Castanhas!

Ingredientes:
270 ml água
1 colher de sopa de Azeite Espiga (usei o Clássico)
350 g farinha Pão Caseiro da Nacional (já tem o fermento para pão incorporado)
30 g farinha de Trigo Integral (usei da Nacional)
70 g de castanhas descascadas

Confecção:
Para descascar facilmente as castanhas, dar-lhes um golpe com a faca e levá-las ao microondas durante 1m, na potência máxima.
Quando as castanhas tiverem sido descascadas, deixam-se arrefecer e colocam-se na picadora para que sejam desfeitas.
Na cuba da máquina de fazer pão colocar os ingredientes pela ordem indicada, e utilizar o programa Pão Integral.
No final do programa, retire o pão e deixe arrefecer sobre uma rede.

Bom apetite!

Nota:
Alguns ingredientes utilizados...

Farinha Integral Nacional:


Farinha Pão Caseiro:


Azeite Clássico Espiga:


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Broas dos Santos

Fiz Broas dos Santos, de mel e nozes, que são muito comuns de serem confeccionadas nesta altura do ano: à volta do Dia de Todos os Santos (1 Novembro) e Dia de São Martinho (11 de Novembro).
Estas Broas de Mel e Nozes são as minhas favoritas, e posso adiantar que metade das broas feitas já foram comidas.


Tentei pesquisar a origem desta iguaria, mas não achei.
Achei sim, a origem do nome "broa".
Segundo o site OuroPreto, diz que a palavra broa...
(...) é uma palavra de origem germanica, mais especificamente de origem Sueva, povos originários das zonas ribeirinhas do Báltico e da Jutlândia, actual Dinamarca, que se estabeleceram na Península Ibérica e deram origem ao actual Portugal e à Galiza espanhola.

Broa ou boroa é uma palavra que se utiliza ainda no Norte de Portugal com frequência, designando uma forma de pão. O original terá sido Brød da actual Dinamarca, que também deu origem ao bread inglês, após as conquistas nordicas na actual Inglaterra.

Passando agora à receita, é muito simples e rápida de confeccionar...

Ingredientes:
125ml de azeite Espiga (usei o Clássico)
175ml de água
2 colheres de sopa de mel
150 g de açúcar
1 colher de sopa de canela
1 colher de sopa de erva doce
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
25 g de nozes picadas
350 g de farinha para Bolos da Nacional (já tem fermento para bolos adicionado)
90 g de farinha de milho fina

Ingredientes para finalizar:
Óleo em Spray Espiga
1 ovo batido
Nozes

Preparação:
Coloque todos os ingredientes na cuba da máquina de fazer pão.
Escolha o programa "Massa".
Com uma colher de pau, ajude a desagarrar os ingredientes que se juntarem às paredes da cuba.


Deixe amassar durante cerca de 10 minutos e depois desligue a máquina.
De seguida, faça as broínhas com as mãos, com o típico formato alongado, e coloque num tabuleiro untado com óleo (usei o óleo em Spray Espiga).


Coloque em cada broa, um bocado de noz, e pincele as broas com ovo batido.
Leve a forno pré-aquecido a 180ºC durante 15m.

Bom apetite!

Nota:
Alguns ingredientes usados...

Farinha Para Bolos Nacional:

Óleo em Spray Espiga:

Azeite Clássico Espiga:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Arroz Doce

Arroz doce.
Fonte: flickr

Esta receita não é minha, mas não posso deixar de a divulgar para que toda a gente a possa fazer: Arroz Doce feito na MFP!

Quem diria?
Eu ainda não me tinha lembrado disto, mas felizmente houve alguém que se lembrou e que confeccionou.

Fui descobrir a receita no blog da Cozinha da Risonha.

Ingredientes:
1l de leite
200 g de arroz carolino
100 g de açúcar
2 colheres de sobremesa de farinha Custard
1 casca de limão
Canela em pó

Confecção:
Colocar todos os ingredientes na cuba da máquina (excepto a canela) pela ordem indicada.
Seleccionar o programa "Doces e Compotas" (na minha máquina demora 1h05m por isso quando o programa terminou seleccionei mais 10 minutos de cozedura).
Depois do programa terminar aguardar uns minutos. Retirar a casca do limão e colocar em travessa ou tacinhas, polvilhando com canela em pó.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pão de Groselha


Jack-o-laternImage via Wikipedia 

Hoje é 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, dia de romaria aos cemitérios para recordar quem já partiu deste mundo.
Ontem, dia 31 de Outubro, foi dia de Halloween, Dia das Bruxas.
Estes dois dias encontram-se relacionados um com o outro, e já vão perceber porquê.

O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos.
A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "trick or treat" (docinho ou travessura), exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").

A celebração do Halloween tem duas origens que no percurso da História se foram misturando:

Origem Pagã
A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objectivo o culto dos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou misturando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou diminuindo com o tempo. Nos fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de Novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana. A "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam "o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que actuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Católica
Desde o século IV, a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a "Todos os Santos", a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de Maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1 de Novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de Outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas "All Hallowed Eve" e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".

Fonte: Adaptado da Wikipedia

E assim ficámos a conhecer qual a relação entre o dia de Halloween (31 Out) e o Dia de Todos os Santos (1 Nov).

E para celebrar estes dias, fiz um pão especial: um pão cor-de-rosa à base de Groselha.
A groselha é o fruto da groselheira. A groselha é usada para a fabricação de xaropes, algo apreciado entre portugueses e brasileiros como bebida quando misturado a água (natural ou gasosa), ou ainda leite. Também faz parte da culinária de alguns países europeus, principalmente os do norte da Europa.
Como fiz com uma base de farinha preparada para pão brioche, o sabor da groselha não se fez acentuar, mas a cor ficou presente.


Ingredientes:
200ml de água morna
35ml de xarope de groselha
500g de farinha Brioche da Nacional

Confecção:
Colocar os ingredientes na cuba da máquina de fazer pão, pela ordem indicada.
Programar para utilizar o programa Pão Básico.


Findo o tempo, retirar o pão e deixar secar sobre uma rede para não ficar com humidade no seu interior.


Bom apetite!

Nota:
Como é um pão doce, é excelente para a ser apresentado ao pequeno almoço ou ao lanche, dando uma cor diferente e original à sua mesa.
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